terça-feira, 14 de junho de 2011

Poema de Dona Bia Lee (minha amiga de todas as horas)

'O vento ja não acolhe mais minha alma solitaria...

Ja não se torna brisa depois de dias quentes

Ja não faz mais barulho para mim dormir

Ja não empina mais pipas no quintal

Ja não me traz medo e nem segurança

Venta, e as flores dançam na sua melodia

Porem eu, eu ja não danço mais

O vento, ja não tem mais sabor

Nã sustenta minha alegrias da tarde comprida

Da noite de ano novo

Do Natal tão esperado

Ja não transforma mais os meses em anos

E nem interiores em metropóles

Ja não faz rios fundos

E animais gigantescos

Mas, me disseram que o vento continua o mesmo

E quando com tristeza percebo que não foi o vento que mudou

Deixo derramar uma lagrima sobre as folhas que o vento espalhou pelo chão da casa que um dia parecia não ter fim

E que agora, são apenas pequenos comodos para alguem que ja não é mais criança como o vento encantador!'



Mario Quintana


No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Minh'alma

Se ao me olhares
Vires apenas o meu sorriso
É pq vês a minha alma...
Mas, se ao me olhares
Seu coração sorrir...
É pq sua alma olha a minha!

domingo, 12 de junho de 2011

Clarice Lispector

"Porque ela nascera para o essencial, para viver ou morrer. E o intermediário era-lhe o sofrimento. Sua existência foi tão completa e tão ligada à verdade que provavelmente na hora de entregar-se e findar, teria pensado, se tivesse o hábito de pensar: eu nunca fui. Também não se sabe o que se fez dela. A uma vida tão bela deve ter-se seguido uma morte bela também. Certamente hoje é grãos de terra. Olha para cima, para o céu, durante todo o tempo. Às vezes chove, ela fica cheia e redonda nos seus grãos. Depois vai secando com o estio e qualquer vento a dispersa. Ela é eterna agora."


sábado, 11 de junho de 2011

C.S. Lewis Song - Brooke Fraser


If I find in myself
desires nothing in this world can satisfy,
I can only conclude
that I, I was not made for here
If the flesh that I fight is at best
only light and momentary,
then of course I'll feel nude
when to where I'm destined I'm compared
Speak to me in the light of the dawn
Mercy comes with the morning
I will sigh and with all creation groan
as I wait for hope to come for me
Am I lost or just less found?
On the straight or on the roundabout
of the wrong way?
Is this a soul that stirs in me
is it breaking free, wanting to come alive?
'Cos my comfort would prefer for me to be numb
And avoid the impending birth
of who I was born to become
For we, we are not long here
Our time is but a breath,
so we better breathe it
And I, I was made to live
I was made to love
I was made to know you
Hope is coming for me
Hope, He's coming for me...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

As mãos de meu pai - Mario Quintana



As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis sobre um fundo de manchas já da cor da terra - como são belas tuas mãos pelo quanto
lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta, uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste alimentando na terrível solidão do mundo, como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento.
Ah! Como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos!
E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas...essa chama de vida - que transcende a própria vida...e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jack Kerouac

''O esquilo saiu correndo para o meio das pedras e uma borboleta saiu voando. Tudo era simples assim."

sexta-feira, 3 de junho de 2011